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Ocorrências de casa


Liga Francesa : 2 ª jornada - Le Mans, Bordéus e Nancy na frente

Elmander abateu o Lyon

No campeonato francês realizou-se a segunda jornada e o Toulouse que na próxima quarta-feira recebe o Liverpool em jogo da primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, ganhou ânimo para o embate com os “reds” ao derrotar, por 1-0, o hexacampeão Lyon.

O sueco Elmander marcou o único tento do encontro no último minuto e impôs a primeira derrota da época ao Lyon, que actuou praticamente uma hora com menos um jogador, por expulsão de Källström, devido a ter cuspido no quarto árbitro. Parecia que a formação de Alain Perrin iria conseguir sair do Stade National sem perder, mas Elmander assim não o quis e deu os primeiros pontos ao seu conjunto. O internacional sueco tabelou com Vercoutre, após passe de Emana, e rematou com êxito dentro da área.

O Toulouse, que tirara quatro pontos ao Lyon na última época, redimiu-se assim do desaire averbado na deslocação ao campo do Valenciennes, na ronda inaugural. A derrota do Lyon, que esteve perto de marcar quando Keita acertou no poste no decorrer da segunda parte, ficou ainda marcada pela lesão no joelho do capitão e defesa-central brasileiro Cris, obrigado a sair do relvado depois de um lance dividido com o autor do golo e vai parar várias semanas.

Em grande estilo estão Le Mans , Nancy e Bordéus que conseguiram as suas segundas vitórias em duas jornadas. Wendel (ex-Nacional da Madeira) bisou no triunfo de 0-2 do Bordéus em Auxerre. Maoulida falhou duas grandes penalidades para o clube da Borgonha, ainda à procura de conquistar os primeiros pontos. O Le Mans (cidade anfitriã da mitíca prova automobistica das 24 horas)lidera a classificação devido à diferença de golos, pela primeira vez na sua curta história, depois de ter surpreendido fora de casa o Sochaux, por 1-3, com um “hat-trick” de Túlio. Kim marcou o único tento do triunfo do Nancy ante o Caen.

De resto, o Olympique de Marselha persegue ainda a primeira vitória, tendo desta feita empatado a zero na cidade banhada pelo Mediterrâneo com o Rennes. O Lorient venceu o Monaco de Ricardo Gomes por 2-1, ao passo que o Saint-Etienne fez o mesmo ao Valenciennes (3-1).

Quanto ao Paris SG voltou a empatar a zero, desta feita frente ao Lens .Depois do nulo em casa diante do Sochaux na jornada inaugural, a formação de Paul Le Guen, que deixou o ponta-de-lança português Pedro Pauleta (ele que quer sair do clube) no banco de suplentes, não conseguiu fazer diferente fora de casa frente ao conjunto de Marco Ramos, que não jogou. O PSG, que procura a primeira vitória e o primeiro golo na prova, ocupa o 13º lugar da tabela, a quatro pontos do trio de líderes constituído por Le Mans , Nancy e Bordéus.

Resultados da 2.ª jornada da Liga Francesa - Ligue 1 2007/2008
Toulouse - Lyon,1-0 (Elmander 89')
Nice - Estrasburgo, 1-0 (Hellebuyck 86')
Saint - Etienne-Valenciennes, 3-1 (Gomis 17', Feindouno 69', 91''; Audel 87')
Marselha - Rennes, 0-0
Auxerre - Bordéus, 0-2 (Wendel 46', 52')
Lorient - AS Monaco, 2-1 (Saifi 15', 30'; Gakpe 66')
Nancy - Caen, 1-0 (Kim 7')
Sochaux -Le Mans, 1-3 (Birsa 18'; De Melo 30', 51' 61')
Metz - Lille, 1-2 (N'Diaye 83'; Bastos 19', Maric 88')
Lens - Paris SG, 0-0

Classificação da Liga Francesa (Ligue 1)
1 Le Mans 6 pontos
2 Bordéus 6pontos
3 Nancy 6 pontos
4 St. Etienne 4
5 Lorient 4 pontos
6 Lille 4 pontos
7 Lyon 3 pontos
18 Rennes 1 ponto
19 Metz 0 pontos
20 Auxerre 0 pontos

Vídeos

Auxerre 0-2 Bordéus
Wendel 46', 52'


Toulouse 1-0 Lyon
Elmander 89'


Lorient 2-1 AS Monaco
Saifi 15', 30'
Gakpe 66'



Sochaux 1-3 Le Mans
Birsa 18'
De Melo 30', 51' 61'




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Foto: Toulouse

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Brasileirão: Flamengo vence; São Paulo com sete vitórias seguidas

Flamengo vence finalmente e acalma torcida


A 19ª rodada do Campeonato Brasileiro - a última do primeiro turno -, contou com as vitórias de São Paulo FC e Flamengo, clubes que vivem situações opostas na competição. Enquanto o Tricolor Paulista venceu tranqüilamente o Atlético Paranaense (2-0) e ficou com o simbólico título de campeão do turno, o Rubro-Negro sofreu para vencer o Náutico (2-1), mas segue na zona de rebaixamento.

No Morumbi, o São Paulo começou arrasador: aos 6', Rogério Ceni cobrou falta indireta dentro da área do adversário, a bola foi para Jorge Wagner, que encheu o pé: 1 a 0. E os paulistas mantiveram o jogo sob controle, tanto que aos 54', ampliou. Richarlysson cruzou, Alex Silva tentou de calcanhar e a bola sobrou para Borges marcar e definir o 2 a 0. Com 40 pontos, o São Paulo abriu sete de vantagem para o Botafogo, que tem um jogo a mais.

Já no Maracanã, o Flamengo bateu o Náutico, outro clube na zona de rebaixamento, de virada. Aos 12', Felipe chutou, a bola desviou em Cristian e entrou: 0-1. Porém, Fábio Luciano tratou de empatar aos 24', de cabeça. O jogo tinha bons lances de ataque dos dois times até os 79 minutos, quando Deleu acabou expulso. Então o Rubro-Negro partiu para a pressão, exigindo muito o goleiro Eduardo. E, aos 87', Roger lançou e Leonardo Moura completou para o gol, definindo a terceira vitória da equipe no Brasileirão.

No domingo, destacam-se as vitórias de Corinthians e Palmeiras. O Timão virou para cima do Grêmio com gols em medos de três minutos (2-1), enquanto o Verdão suportou a pressão do Atlético Mineiro e triunfou fora de casa (1-2). Por sua vez, o Cruzeiro manteve a boa fase, bateu o iminente rebaixado América e pulou para o terceiro posto.

O Botafogo perdeu a oportunidade de se manter próximo do São Paulo na luta pela liderança. Foi à Florianópolis e empatou com o Figueirense em 1-1. O Fogão tinha as melhores chances de gol e foi sem surpresa que chegou ao 1 a 0 numa falta cobrada pelo artilheiro Dodô, já no segundo tempo. Porém, aos 76', o Figueira empatou em lance irregular. Vinícius, impedido, tocou para Otacílio Neto, também impedido, empatar: 1 a 1. E acabou assim mesmo.

Resultados da 19ª jornada do Campeonato Brasileiro
Flamengo - Náutico, 2-1 (Fábio Luciano 24', L. Moura 87'; Felipe 12')
São Paulo - Atlético Paranaense, 2-0 (J. Wagner 6', Borges 54')
Sport - Juventude, 3-0 (Ânderson 10', 84', Bala 73')
Corinthians - Grêmio, 2-1 (Finazzi 81', Gustavo Nery 83'; Carlos Eduardo 36')
Internacional - Goiás, 1-0 (Adriano 51')
Figueirense - Botafogo, 1-1 (Otacílio Neto 76'; Dodô 49')
Atlético MIneiro - Palmeiras, 1-2 (Eder Luís 4'; Martinez 8', 56')
Paraná - Vasco, 0-0
Fluminense - Santos, 3-0 (Luiz Alberto 36', Thiago Neves 64', 71')
América de Natal - Cruzeiro, 1-2 (Carlos Eduardo 41'; Fernandinho 13', Alecsandro 88')

Classificação
1. São Paulo 40 pontos
2. Botafogo 33 pontos
3. Cruzeiro 32 pontos
4. Vasco 31 pontos
5. Palmeiras 30 pontos
6. Goiás 29 pontos
7. Grêmio 28 pontos
17. Náutico 20 pontos
18. Juventude 16 pontos
19. Flamengo 15 pontos
20. América de Natal 10 pontos

Vídeos

Flamengo 2-1 Náutico
Felipe 12', Fábio Luciano 24'; Leonardo Moura 87'


São Paulo 2-0 Atlético Paranaense

Jorge Wagner 6', Borges 54'

Sport 3-0 Juventude

Ânderson 10', 84', Bala 73'

Corinthians 2-1 Grêmio

Finazzi 81', Gustavo Nery 83'; Carlos Eduardo 36'

Atlético Mineiro 1-2 Palmeiras

Eder Luís 4'; Martinez 8', 56'

Internacional 1-0 Goiás

Adriano 51'

Figueirense 1-1 Botafogo

Dodô 49'; Otacílio Neto 79'

Fluminense 3-0 Santos

Luiz Alberto 36', Thiago Neves 64', 71'

América de Natal 1-2 Cruzeiro

Carlos Eduardo 41'; Fernandinho 13', Alecsandro 81'



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Foto: Globoesporte.com

Texto: Matheus Rocha (correspondente e coloborador do Desportugal no Brasil)

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Rapidinhas

 

 Parece que os preços dos bens de consumo em Portugal estão 20% abaixo da média comunitária (15 )... Esperem! Não esfreguem já as mãos clamando milagres! O ordenado médio em Portugal está 40% abaixo da média comunitária (15)... Como dizia o outro: Façam vocês as contas...

 

 Parece que as escolas vão deixar de ter guardas-nocturnos para passarem a ter "sistemas de detecção electrónica e televigilância"! Fantástico! Como as empresas de alarmes e afins devem estar a esfregar as mãos de contentes!! E depois já estou a imaginar... Os auxiliares substituidos por câmaras e robots de acompanhamento, os professores por robots CAPE ( colaboradores activos no processo educativo )... Lindo! Mas agora a sério... Eu ainda me vou rir quando as escolas começarem a ser assaltadas! É que estas tretas electrónicas são um docinho para os sabidos...

 Lembram-se de eu ter falado aqui da Rozalla Miller ( Are You Ready To Fly", "I Love Music", "Everybody's Free (To Feel Good)? Parece que ela gostou da apreciação cá da casa e do Avatar74 e brindou o IdeiasFixas com uma mail a agradecer as nossas palavras.

  Temos diva musical oficial do blog!

  Rozalla you're the best!



Cansa-me...

Cansa-me.A cada dia que passa fico mais cansado do senhor Ministro da Saúde e das suas intervenções para os "media" em tons de pessoa erudita e dona de todo o saber,da sua forma directa de chamar burros a todos os Portugueses,até mesmo aqueles que votaram nele ( ...ainda bem que não tenho problemas de consciência,pois não votei nele...nem nele nem em nenhum dos outros...em ninguém... ) e o elegeram para,em conluio com os restantes fazer a me### que está a fazer...
Discursos demagógicos,anúncios de fecho de urgências e centros de saúde,depois é o anúncio da renegociação desses mesmos "fechos" com o "amén" de "alguns eleitos locais",depois é o despedimento de médicos e sobretudo de enfermeiros,depois é o acabar do vínculo a "três" anos que nas suas doutas palavras de ministro,não é assim,o "pessoal" não entendeu,era "três mais três" até...que vai passar a "seis mais seis" até um ano o que é bem melhor...quando na verdade é três meses e ponto final ; ele é taxas moderadoras e etc e tal...enfim,um manancial de coisas boas para os Portugueses ( ...no douto entender,do iluminado ministro... ) ;
Cansa-me.A cada dia que passa fico mais cansado deste ministro da Saúde nos "passar",uns atrás dos outros,atestados de "burrice".Somos todos burros e enfileiramos que nem carneiros,não é senhor ministro...?
Isso é o que o senhor e os outros todos julgam.Lá virá o dia...
Porventura o senhor ministro percebe o alcance do que é mandar para o desemprego profissionais da saúde,com três anos de contrato...com família constítuida,com obrigações a cumprir em casa e carro e por aí adiante e sobretudo com impostos pagos...?
Pois,mas tem que ser,dirá o iluminado ministro "...e as outras profissões,os operários que vão para o desemprego,o despedimento nas multinacionais,os reformados..." ; pois sim,senhor ministro,mas isso é assunto para outra "matéria",não pertence a esta "matéria" como é tão políticamente correcto dizer-se hoje em dia..."matérias".
Precaridade...trabalho precário é o que isto é e,não é de agora.Agora é só o colocor da "cereja no topo do bolo".
Por acaso o senhor ministro sabe que há Hospitais estatais que não têm verba para comprar "uniforme" para enfermeiros e demais...? ...os profissionais têm que comprar e levar ou pedir emprestado,sabia? ...ah mas isso faz parte da globalização.Só que há uns mais globalizados que outros...
Que tal,começar por poupar nas reformas chorudas que os senhores ministros e assessores conseguem no fim de nos "depenarem" ainda mais...?
Que tal,começar por poupar na aquisição de carros topo de gama para os...para os...para vocês,ministros...pois...
Por tudo isto,o senhor cansa-me e faz parte de um lote de "políticos",para os quais mudo de imediato de canal quando aparece ou uma vez por outra fico "alidassim" a olhar e a ouvir um "chorrilho" de...inverdades.É assim que se diz,não é? É assim que está na moda...? Inverdades.
Cansa-me...cansa-me imenso a mim e á esmagadora maioria dos Portugueses...
[ ouvindo mp3...Zeca Afonso - "Grândola,vila morena" ]


Os processos da moda

Que têm Paulo Portas, líder do CDS e Dália Rodrigues, a directora do Museu de Arte Antiga que o vai deixar de ser. Na sequência, de uma moda que agora pegou em Portugal, vão processar o estado. Ele, por se sentir prejudicado com as noticias sobre trafulhices que foram publicadas durante a campanha para as autárquicas em Lisboa, acusando o estado de ter permitido fugas de informação que violaram o segredo de justiça. Esquece a sua própria culpa, de ao tomar o partido de assalto perdeu a unica candidata que tinha com algumas hipóteses de ser eleita em Lisboa, a Zézinha Nogueira Pinto, a sua culpa na escolha de um caricato Telmo Correia, para candidato e sobretudo a sua responsabilidade no funcionamento da justiça. Foi governante e quando de lá saiu já a justiça era aquilo que é hoje e, por isso, ao processar o estado, está a assumir a sua própria incompetência e culpa. Já a digna Directora, parece esquecer que o cargo que ocupa,é de nomeação e temporário. O seu desejo de ver o estado pagar-lhe pela casa que comprou em Lisboa para o ocupar esse cargo, é no mínimo patético. Será que ela pensou que lhe tinham oferecido um cargo para toda a vida? Quem a mandou aceitar e que disse para comprar uma casa?
Se a estes casos juntarmos o do Charrua, Valentim Loureiro, Pinto da Costa, todos os acusados ou arguidos em casos de corrupção que não vão dar em nada, ou sejam todos, mais a Casa Pia e todos os outros que rastejam por esta sociedade merdosa não sei se o dinheiro dos nossos impostos dará para pagar tanta indemnização.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI


Petrolíferas acusadas de desflorestação da Patagónia

  • Na Argentina, a Pan American Energy, controlada pela BP em 60%, é acusada de ter acelerado a desflorestação de grande área da Patagónia ao forçar a abertura de estradas para 10.000 plataformas e de ter provocado a contaminação de águas em muitos locais. Para além da BP, a Repsol, a Petrobras, a Total e a Exxon são também responsabilizadas e por isso lhes exigem 385 milhões de dólares de indemnização.


Feudos do carimbo

E uma manobra para mantê-los

O repórter Upiara Boschi publica no jornal A Notícia, de Joinville, uma interessante matéria sobre o feudo familiar dos cartórios (Civil, Notas, Imóveis etc.). Ficamos sabendo que os nobres deputados catarinenses aprovaram no vapt-vupt uma lei enviada pelo governador que tenta salvar os "proprietários" de cartórios que estão na ilegalidade.

É que a Constituição de 88 estabeleceu concurso público para preenchimento de vagas nessas lucrativas arapucas do carimbo. Antes da Constituição, os governadores nomeavam quem quisessem e a mina de ouro passava de pai para filho.

Pois bem, a pretexto de que não havia lei federal regulamentando a questão, só aprovada em 1994, os felizes cartorários nomeados nesse período querem manter seus feudos. E nossos representantes acham que tudo está muito bem.

Eis aí o que herdamos de pior da tradição lusitana. Você paga para o dono do feudo atestar que você nasceu, que você casou e que sua assinatura e sua casa são suas (mesmo assim, cometem erros graves, como se sabe). Um plac! desse instrumento abusivo pode valer milhares de reais.

O cartorialismo dá muito dinheiro. Lembro que, aqui em Florianópolis, nos anos 70, uma das famílias mais ricas era dona de cartório - e a única da cidade a possuir iate.

Vou pedir um saquinho em honra ao governador e aos deputados. Eles se merecem. Minha carimbada virá nas próximas eleições.


Liga Alemã : 1º jornada - Bayern arranca com vitória e Estugarda, Schalke e Bremen empatam

Reforços do Bayern Luca Toni e Klose brilharam

A edição 2007/08 da Bundesliga começou em grande estilo colocando frente-a-frente o campeão Estugarda, onde joga o central português Fernando Meira, capitão de equipa jogou os 90 minutos, a empatar a dois golos diante do segundo classificado da época passada, o Schalke 04, no Gottlieb-Daimler-Stadion.

O conjunto orientado por Mirko Slomka, que ficou a dois pontos da equipa de Meira na última época, inaugurou o marcador perante 57.500 adeptos presentes em Estugarda, quando Kobiashvili rematou e bateu Hilbert. A formação da casa lutou muito durante da etapa inicial para conseguir bater a organizada defesa do Schalke, mas daria a volta ao encontro na segunda metade e no espaço de quatro minutos, pouco depois de Hilbert ter negado a Kuranyi a possibilidade de aumentar a vantagem dos forasteiros.

Khedira empatou a contenda aos 63 minutos e o mexicano Pavel Pardo colocou os campeões pela primeira vez na frente da partida aos 67, transformando com êxito uma grande penalidade, o seu segundo golo ao serviço do clube. Slomka respondeu de pronto fazendo entrar Rakitic para o lugar de Kobiashvili e o médio precisou somente de seis minutos para resgatar um ponto para a sua equipa, a 20 minutos do final, fugindo da marcação de Meira e atirando forte e colocado para o fundo das redes.

Já o Bayern Munique não sentiu dificuldades para levar de vencida o promovido Hansa Rostock na primeira jornada da Liga Alemã, enquanto o Werder Bremen, de Hugo Almeida, empatou diante do Bochum.

Recém-vencedora da Taça da Liga, a formação comandada por Ottmar Hitzfeld venceu por 3-0 em Munique com golos de dois jogadores que contribuíram para o total de 70 milhões de euros gastos pelo Bayern em contratações no defeso de Verão. O italiano Luca Toni, antigo ponta-de-lança da Fiorentina, abriu o activo aos 14 minutos e na segunda parte Miroslav Klose, ex-companheiro de Hugo Almeida no Bremen, bisou aos 66 e 85.

O dianteiro lusitano do Bremen viu do banco de suplentes a sua equipa, que na quarta-feira recebe o Dinamo Zagreb na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, chegar ao intervalo a vencer por dois golos, da autoria de Diego e Sanougo, uma das caras novas do clube. No entanto, os homens da casa reagiram e empataram logo no início da etapa complementar, por Stanislav Sestak e Bechmann, respectivamente aos 47 e 49 minutos.

De resto, o médio Sérgio Pinto, do Hannover 96 (que fez furor durante a pré-época), começou o encontro a titular mas saiu aos 56 minutos, numa altura em que a sua equipa já estava a perder em casa por 0-1 diante do Hamburgo , golo obtido por Benjamin aos 23 minutos e quer seria o único da partida. O Wolfsburgo, de Alex (continua a ver jogos sentado no banco) e Ricardo Costa (lesionado), não conseguiu travar em casa o Arminia Bielefeld e perdeu por 1-3.

Resultados da 1ºJornada da Liga Alemã - Bundesliga 2007/2008
Estugarda - Schalke, 2-2 (Khedira 63', Pardo 67' g.p.; Kobiashvili 25', Rakitic 76')
Bayern Munique - Hansa Rostock, 3-0 (Luca Toni 14', Klose 66', 85')
Bayer Leverkusen - Energie Cottbus, 0-0
Bochum - Werder Bremen, 2-2 (Sestak 47', Bechamann 49'; Diego 39' g.p., Sanogo 46')
Hannover - Hamburgo, 0-1 (Benjamin 23')
Eintracht Frankfurt - Hertha Berlim, 1-0 (Amanatidis 31')
Wolfsburgo - Arminia Bielefeld, 1-3 (Radu 84'; Wichniarek 38', Eigler 51', Kirch, 80')
Nuremberga - Karlsruhe (hoje)
B.Dortmund - Duisburgo (hoje)

Classificação da Bundesliga 2007/2008
1 Arminia Bielefeld 3 pontos
2 Bayern Munique 3 pontos
3 Hamburgo 3 pontos
4 Eintracht Frankfurt 3 pontos
5 Schalke 1 ponto
6 Estugarda 1 ponto
7 Werder Bremen 1 ponto
16 Dortmund 0 pontos
17 Duisburg 0 pontos
18 Hertha 0 pontos

Vídeos

Bayern Munique 3-0 Hansa Rostock
Luca Toni 14'
Klose 66', 85'


Estugarda 2-2 Schalke
Kobiashvili 25'
Khedira 63'
Pardo 67'
Rakitic 76'



Bochum 2-2 Werder Bremen
Diego 39'
Sanogo 46'
Sestak 47'
Bechamann 49'




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Foto: Bayern

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Saturday night's farra

Cool!!! Hoje há farra na vizinhança!!!
As janelas de minha casa vão tremer brutalmente até às seis da manhã, como se as colunas estivessem na porta de entrada. Como todos os sábados e domingos.
Quem disse que é preciso respeitar quem trabalha durante a semana e, por acaso, até aproveita o fim de semana para descansar? O que é que isso interessa? Os vizinhos escrupulosos que se mudem, ora! Essa é boa!!

Poizé... Muito boa-noite mal passada. Maizuma.


Barcelona, Portugal, Salvia e outros delírios absolutos em semelhança



Bem, isto é parte de Barcelona vista do Parc Guïnardo. À esquerda temos a Torre Agbar, ao centro a Sagrada Família, à direita Mont Juïc e o MNAC. Lá longe, estendendo-se muito azul temos o Mediterrâneo. A bem ou a mal, acabei por guardar o nascer-do-sol sobre o Mediterrâneo para depois, para outra companhia.



Viajar é estranho. Entrei num avião e, passada uma hora, estou do outro lado, 1500 quilómetros mais longe: outro ar, outra gente, outra cidade infinitamente maior e mais urbana. Fez-me bem ver o avião a levantar, a sobrevoar a cidade em que vivo e a afastar-se deixando para trás problemas, traições – a falsidade com que me encheram os olhos durante tanto tempo. ZUUMMMMMMMM – lá ia eu a caminho de algo diferente. Movido pelo incessante egoísmo que fecha os olhos das pessoas omito da parte inicial deste relato Jesus Rodriguez, meu companheiro de viagem. Enfrentou muito melhor o pânico inicial do voo: eu agarrei-me firmemente à cadeira na esperança de que ela amparasse a minha queda. Jesus já aparece novamente um pouco mais longe neste relato.

No aeroporto tivemos o nosso primeiro desaire: uma máquina telefónica manhosa comeu-nos a pasta com que iríamos ligar para Jone… Digo-vos, as cabines de “lá” são ainda mais manhosas do que as de cá. Parecem blindadas e têm um insaciável apetite. Jesus e o seu magnífico telemóvel ligaram e recebemos as nossas coordenadas: Entrar no bus, ir sempre e sair em Urgell; ele estaria lá à nossa espera. Primeiras impressões: bem, essas foram tiradas do ar e aquilo que vi foi uma cidade enorme atravessada por avenidas e perpendiculares; mar, muito mar; carros formigas a mexerem-se pelas ruas; um sol enorme e brilhante. Boas vibrações. Em terra foi o atravessar o trânsito num veículo com ar condicionado: túneis, motas, carros, tráfego a meio da tarde; vias rápidas, sinais em catalão; paragem súbita numa via elevada; conversas em francês e inglês e línguas bizarras e impronunciáveis; dois portugueses a olhar para tudo e a estabelecer o plano de jogo. Lá fora a vida dos “nativos” decorre normalmente entre bicicletas e motas e um delírio apressado pós siesta. Bom!



Reencontro. A casa é perto e precisamos de comprar comida. A comida nem é assim muito cara. Deixamos as coisas em casa e vamos comprar… assim lá para os lados do MACBA. Passear pela cidade à tarde. Ramblas, turistas, nativos, estranhos e estrangeiros; um cota de cerca sessenta anos vestindo unicamente uma daquelas palas verdes que usaria um notário americanos nos anos ’20 e um piercing enorme e refulgente na ponta da gaita a passear, a aproveitar o sol de fim de tarde para escurecer mais a sua t-shirt e calção tatuados… Estranho, mas faz todo o sentido. Niña’ guapa’ que olham e fixam o olhar e sorriem porque é belo sorrir e está calor e respira-se sexualidade no ar. Bom! somos jovens, para quê recear o julgamento? Homens estátua e estátuas de homens, gatos gigantes, olho para trás para ver melhor a rapariga que acaba de passar (e não, não és tu; aquela que eu procuro e secretamente gostava de ter aqui para partilhar da minha loucura contida) e que olhou para mim como quem não me via, mas eu sei que ela me viu pela forma como desviou o olhar, pracinhas pequenas e arejadas… árvores e sombras providenciais. Na Plaza Reial uma fonte, frescura, turistas em delírios fotográficos e eu e Jesus (perdoe-se a piada, mas estava mesmo bem acompanhado!), fugimos do ajuntamento deixando para trás a homenagem a Garibaldi e as palmeiras e a frescura da fonte.


Há muita coisa de que eu não vou falar. Talvez tenha chegado a idade em que prefiro guardar dentro de mim o que vejo penso e faço porque é demasiado real para transmitir aos outros. Mas vou escrever aqui as únicas linhas que escrevi em Barcelona, apesar de toda a minha boa vontade. Vou só explicar o que tinha acontecido no dia anterior: tínhamos ido visitar a Gracia, eu, Jesus, Jone e sua senhora. Quando vínhamos embora encontramos uma loja que estava em liquidação do stock de líquidos; enquanto eles se apaixonaram por vinho e cava eu vi do lado direito de quem entrava na penumbra várias garrafas de rum branco que diziam “Don Sorel” a 3 euros. Um sorriso iluminou-me a face! Após uma noite em que o rum deu cabo de mim depois de eu lhe ter esvaziado o corpo foram poucas as memórias "concretas" que restaram. Lembro-me de um bar manhoso e livre e barato numa casa ocupada, lembro-me também de andar pelas ruas descalço, cheio de calor a dizer coisas - ou a gritar, as versões variam. Acima de tudo precisava de um duche frio para aclarar as ideias. Ganzas e ganzas na praça do MACBA, cerveza/bier gelada, o primeiro gole entornado no chão para os amigos que não estão, ou se calhar não foi lá… Quando voltamos a casa sentei-me no sofá. No dia seguinte, domingo, dei por mim aterrado na sala, sem saber onde estava quando abri os olhos. Só reconheci e me recordei do que se passava e onde tudo se passava por causa dos cheiros, dos ruídos. Tentei ir para o quarto onde era suposto dormir, mas o meu fígado mal-tratado tinha outras ideias. Ainda para mais a vizinha fritava peixe e alguém de casa fritava carne… Os cheiros deixavam-me completamente nauseado. Passei grande parte da manhã a correr da cama, a evitar calcar Jesus que dormia na paz dos santos no chão do quarto e a enfiar a cabeça dentro da sanita para tirar de mim o que quer que estivesse a mais. Alminhas! Apesar de tudo, continuo a dizer que devia ter comprado duas garrafas daquele álcool açucarado – era um bom preço.

Portanto, é domingo, 19h40 minutos hora de Barcelona e estamos no Parc da Ciutadela a descansar, a respirar, a fumar umas brocas e a ver o que se passa.

“Avenidas ordenadas de árvores de todas as espécies, turistas, turistas e nativos circenses, pessoal a fazer ganzas discretamente enquanto os Mossos passam, música de todos os lados, pássaros verdes vindos de um qualquer deliro sul-americano, uma roda de capoeira, mulheres lindíssimas. Uma ressaca de rum monstruosa a pesar-me na cabeça e 5 dias passados em Barcelona. La vida loca (perdoem a citação de Ricky Martin, mas estava muito ressacado). No aeroporto nada fazia crer que fosse assim. Eu e Jesus saímos do avião suados e atrasados uma hora. Milhares de turistas de todos os tipos: “bifes” com camisolas de futebol, nórdicos já vermelhos e mal saíram do avião, alemãs grandes com cara de quem te esmaga a cabeça se não lhes deres o prazer suficiente na altura do orgasmo… não interessa.”

Foi isto tudo o que escrevi. Não havia tempo: tinha tanto para ver, tanto para esquecer. Além do mais, para meter Barcelona dentro de palavras teria de fazer uma enumeração enorme que iria desde o Bairro Gótico a Barceloneta, passaria pela Plaza Tripi (ou Plaza George Orwell, calmamente videovigilada), daria uma volta pelas praias, Champanharia (ai, que grande paulada de Cava e tapas), Ramblas, Raval e Donnër Raval (reconhecido internacionalmente), noites compridas e rápidas, duas turistas inglesas, uma alta e cheia de pinta a outra uma porquinha pequenina, com medo de serem violadas por um Paquistanês mal-intencionado e de olhar homicida que as seguia – correm na tua direcção com as suas mini-saias e maquilhagem e recusam a tua ajuda por receio que sejas um português sádico que lhe vá levantar as saias no átrio do hotel para as possuir à força no elevador (não fui eu que disse isto), Bairro da Inês, cheiro a absinto e putas baratas que te agarram e tentam convencer à força de que tens força na verga apesar de todo o álcool, turistas, agressões entre gritos e garrafas partidas, transsexuais encostados perto dos hóteis fixes e ingleses bêbedos que se enganam até ao momento em que metem a mão e lhes gritam “SURPRESA!”… Chavalos e chavalas a ler o Harry Potter e a chorar com a morte do herói… JK Rowling, os meus parabéns por teres ascendido de escrava de um ressacas a escravizadora de imaginações. Brutal.



Morreria de falta de ar antes de conseguir acabar esta enumeração, o que por si não diria nada ou talvez tudo sobre a cidade…



(No meio de toda esta grandeza libertadora, no vórtice do anonimato e apesar de todas as palavras que me enchiam a boca de libido, eras tu quem eu via nos suaves corpos com que me cruzava. Eram as pistas que me reconduziram a ti que eu procurava. Porque "nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela despenhada de sua órbita viva. - Porém, tu sempre me incendeias".)

Ainda tive oportunidade de ver um ensaio de algo definido como chill-out psicadélico: cítara, guitarra e percussão… Catita! Jone tem sorte com a casa que encontrou. Agora só precisa de uma casa para dar largas ao desespero de quem quer viver tudo.

Ainda não compreendi muito bem o que me aconteceu por lá, mas algo aconteceu. Algo de importante. Isso só se tornou totalmente compreensível há bem pouco tempo, quando recebi uma mensagem para aparecer no Piolho. Rever um amigo, beber umas cucas, falar um coto na esplanada do 77. Nesta altura não fazia ideia de como a noite iria acabar: no Jardim de Soares dos Reis, com uma gigantesca paulada de salvia x20 e uma noite que arrefecia a cada momento que passava.

Quando se sente a pele aspirada do corpo e o mundo todo a fundir-se em sombras e luz que tomam forma num silêncio que sabes corrompido, compreendes a unidade de tudo; a beleza individual de cada partícula que compõe o universo visível e invisível que te rodeia e a necessidade de todas as partículas para a criação de algo tão belo como o mundo. É só saber aproveitar as coisas boas que este tem para oferecer.

Portugal parece-me mais pequeno e tacanho desde que voltei… mas não tem problema. Há sempre alguém a quem podemos ligar quando o mundo se aperta à nossa volta, right baby? E podemos sempre dar a fuga…

Gostaria de acrescentar aqui um abraço a Jesus porque me aturou vários dias e ninguém sabe como eu como isso é difícil; a Jone e a companheiros de casa pela hospitalidade; à sua senhora pelo jantar; à minha senhora pela confiança e por ter esperado; ao mundo por ser uma coisa bonita com a qual uma pessoa se consegue tornar mais sábia.

josé de arimateia, numa paz relativa muito, mas muito agradável

PS- agradeço ao meu alter ego "quase." a cedência de todas as fotos deste post


Era uma vez.... o consumo sem salários e sem estabilidade no emprego

O António decidiu imitar a concorrência e proceder a uma reestruturação na sua empresa, por forma a aumentar os lucros e a sua competitividade. A fórmula usada na reestruturação em pouco diferia das usadas nas restantes empresas. Consistia, basicamente, em reduzir os custos com o pessoal. Assim, este foi renovado, foram renegociados os contratos de trabalho (mais horas e menor salário) e os novos funcionários foram contratados com salários mais baixos. Os resultados foram espectaculares: menos funcionários, as mesmas horas de trabalho mensal, a mesma produção e uma redução de custos com salários de 20%.

Naquele dia o João chega a casa e dá a má notícia à mulher. O patrão tinha-lhe proposto o mesmo que o patrão dela há 2 meses: se quisesse ganhar o mesmo salário que até aí, teria agora que trabalhar mais horas diariamente. Mesmo assim tinha tido mais sorte que o vizinho, o Ricardo, que tinha sido dispensado e estava agora em maus lençóis. Logo agora, que tinha comprado uma casa tão cara, via-se na situação de não ter com que a pagar. Nada de grave, porque os bancos tinham criado uma solução para casos como o dele. Sempre ajudava a pagar a casita, embora a taxa de juro fosse mais alta (15%), era só por uns tempitos.

A Maria tinha umas poupanças. Farta de depósitos a prazo com taxas de juro desinteressantes, um dia vai ao banco e oferecem-lhe um produto novo com uma super taxa. Ela já tinha ouvido falar disso, parece que servia para financiar créditos de pessoas em má situação financeira. Desempregados e gentalha fracassada desse género. A Maria não hesita e aplica todas as suas poupanças nesse tal fundo. Afinal, sempre eram 7% ao ano.

Passa-se um ano. O Ricardo não consegue arranjar trabalho. A todas as empresas onde bate à porta tinha acontecido o mesmo que à empresa que o despedira. Ainda por cima a taxa de juro da habitação não parava de subir. O melhor era devolver a casa e acabar com o inferno. Era-lhe, de todo, impossível pagar o empréstimo, o período de subsídio de desemprego acabava naquele mês.

E foi então que, no mesmo dia, uma multidão de Ricardos se depara com a situação de não poder pagar os encargos com os seus empréstimos e devolve as suas casas. Nos dias seguintes, iguais a esse, outras multidões de Ricardos se seguiram à primeira. E outro dia se lhes seguiu, em que uma multidão de Marias soube pelos jornais que se quisesse levantar os seus fundos de investimentos, o banco lhe diria que não podia. No mesmo dia que uma multidão de Antónios viu a cotação das acções das suas empresas cair a pique.

“Coisa impossível!” – praguejou o nosso António – “Vá-se lá entender este mercado, os lucros até dispararam!” O nosso João ouve-o e responde-lhe que o consumo sem salários ainda não tinha sido inventado. O António, firme, irrita-se com tal arrufo - parecia sindicalista! - e fá-lo juntar-se à multidão de Ricardos. Tinha começado o novo plano de reestruturação da empresa do António, que faria disparar os lucros e recuperar o valor da cotação em bolsa.

« O banco francês BNP Paribas congelou três fundos que investem no mercado hipotecário, alegando que os activos estão, neste momento, subavaliados. Esta medida reavivou os receios nos mercados mundiais quanto à evolução do mercado hipotecário de alto risco ("subprime") e está a penalizar todas as bolsas europeias. (
continua


E a criancinha que se lixe.



Uma amiga minha, advogada, comentava que estava farta da sua Ordem, a sua 'entidade reguladora' e, ao mesmo tempo, 'sindicato'. Deixou de ser advogada em Lisboa e agora está em Londres, num escritório americano, o que em Londres é, em regra, muito bom. E com Lisboa nem vale a pena comparar...

Ela chegou ao ponto de dizer que a Ordem dos Advogados devia acabar e que devia haver autoregulação.

De certa forma percebo os seus lamentos: há outras profissões liberais com riscos enormes para os 'consumidores' que não têm regulação semelhante e os efeitos não são especialmente nefastos: haverá uma Ordem dos canalizadores ou dos ténicos de elevadores? etc. etc. E sei que foi muito penoso para ela ter uma no de aulas de preparação para 6 exames na Ordem quando já tinha feito isso tudo nos 5 anos de Faculdade.

Mas há questões ainda mais importantes e sem regulação mesmo nenhuma.

Ter filhos, por exemplo.

Por razões religiosas e um direito baseado nelas, 'os pais são livres de educar os seus filhos' coisa de normalmente significa deixá-los ser como eles. Mesmo que os pais sejam uns javardos, para usar o termo mais adequado à realidade que aqui se descreve. Isso vê-se um pouco por todo o lado. Desde o interior de Portugal, onde havia crianças a beber vinho ao pequeno almoço, ou os centros comerciais das 'cidades', onde pululam jovens hooligans, sem limites. Ou até as mais simples escolas, onde os pais deixam os filhos não para ser educados, mas estilo kindergarden prolongado, até à Faculdade se possível. Ter filhos é bom: deixa-se na escola o dia todo.

Para se tratar de doentes tira-se medicina. Para as defender tira-se direito. Para as analisar tira-se psicologia. Para se abrir uma empresa tem de se ter um capital mínimo. Mas quem prepara as pessoas para ter filhos?

Mesmo que sejam paupérrimos podem ter 21 filhos [sendo que o número de filhos aumenta, em regra, nas classes não médias, mas sobretudo baixas, embora esses 'morram mais'].

Numa sociedade capitalista, onde o 'mercado' é o grande oráculo que regula as nossas vidas, a liberdade de se ter filhos, sobretudo sem quaisquer limites quanto à forma como são tratados e educados [mesmo que alguns limites estejam na lei, nada nem ninguém garante a sua aplicação em cada casa de família, onde não se sabe o que se passa] é questionável. Não o seria, evidentemente, numa sociedade onde tudo estivesse garantido.

Porque é que uma pessoa que tem filhos tem vantagens fiscais e apoios sociais face a uma que não tenha? Por uma simples razão de política de natalidade?

Ao mesmo tempo, como coordenar isso com o desemprego cada vez mais elevado, em todas as áreas profissionais?

E quem protege as crianças dos pais sem qualquer preparação? Será justo que o 'direito dos pais a ter filhos' se sobreponha a um direito [que não há] a ter bons pais?

Leis como a da adopção visam, diz a lei, proteger 'os interesses da criança'.

E o direito a ter filhos e a [des]educá-los como quiser, visa proteger quem?


Dia 0.2

Olho para o relógio. É tarde. Então meu, bazamos? Saímos do restaurante. De novo o calor cá fora. Esta noite vou dormir só, num hotel que não sei onde é, numa cidade que não conheço.

Primeiro: passar em casa do S. Fazer o percurso de casa dele até ao hotel que fica nos arredores da cidade.
Depois: voltar a casa para o trazer.
Finalmente: regressar ao hotel sozinho.

Talvez por desvio profissional, sinto bastante confiança a orientar-me em sítios desconhecidos.

Encontrámos os senhores polícias. Eles não falam português. Eu nem boa noite sei dizer em búlgaro. Mentira. Se bem me recordo é Лека нощ. Adiante.

As avenidas, os prédios, as velhas linhas de eléctrico, as placas rodoviárias que indicam Atenas ou Belgrado, os prédios sinistros do tempo da outra senhora... o cheirinho do socialismo irreal. Estou demasiado cansado.

No hotel decorre ainda um casamento. O quarto é grande. Na verdade é um apartamento. Tem cozinha e tudo. A cama é péssima, o quarto de banho não tem luz, os lençois são mais pequenos que o colchão, está tudo demasiado quente. Só quero dormir.

Volto a casa do S. O percurso faz-se em menos de 15 min.

Olho para o relógio: são três e dez. Amanhã devo levantar-me a tempo do pequeno almoço. Faço meia dúzia de fotografias idiotas sem saber porquê e atravesso-me em cuecas no meio da cama. Лека нощ.


| três e oito | quarto de hotel | sófia | junho 2007 |


As 7 Aberrações de Portugal

O blog "Portugal Pimba", lançou-me o desafio de escolher as sete maiores aberrações de Portugal. Podia aqui falar do litoral do Allgarve, que paulatinamente se estende para o futuro Allentejo, da torre do Isaltino e muitos outros abortos que crescem por este país. Mas, verdadeiras aberrações são aqueles que nos conduzem nesses tortuosos caminhos do lucro e da ganancia. Comecei por escolher duas que não podiam aqui faltar, o Sr. Silva, por ter sido durante o seu reinado como Primeiro-ministro, que se iniciou esta caminhada liberalista, o Engenheiro, representando-se a si e aos seus Sócretinos, por tudo aquilo que têm feito de mal e desfeito do pouco bom que ainda havia. Claro que também não podia faltar aqui o Fujão Barroso, o famoso Presidente da UE, o "Zé Manel", mais conhecido por "cara de Cherne". Está aqui por mérito próprio, por ter abandonado o país para se ir pavonear pelos corredores da Europa e, claro, pela sua triste figura (e culpa) quando da invasão do Iraque. Depois tinha que haver alguém que representasse o poder do dinheiro, a Banca e quem melhor que o bem pago Presidente do Banco de Portugal, Vítor Constâncio. Para dar a cara pela justiça, uma escolha de "asco" pessoal. Não gosto do Proença de Carvalho, faz-me lembrar um demónio, um ser "mau", tão mau como a nossa justiça, cada dia mais capaz de castigar os pequenos crimes e incapaz, mais por não querer que por não poder, de apanhar a grande corrupção. Faltava ainda um outro poder, a comunicação social, que cria factos, elege governos e presidentes, faz a opinião publica e que nos entra pela casa dentro todos os dias. Para isso, escolhi o Homem de Bilderberg de Portugal, o grande magnata da Comunicação Social, Pinto Balsemão. Já, a sétima aberração não podia deixar de ser o Zé Povinho, ou seja, eu, tu, todos nós que permitimos que as outras seis nos governem sem os mandarmos à merda com um pontapé no cu. Somos certamente a maior de todas.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI


Curiosidades Greve de fome

Por vezes é necessário tomar atitudes drásticas para que nos levem a sério. Pois bem, o presidente do Club Granada 74, em Espanha, é seguidor desta máxima. Carlos Marsá, dono do emblema "Granadense" formou a equipa para que assumisse o lugar na Segunda División entretanto deixado vago pela saída do Ciudad de Murcia, mas a edilidade de Granada recusou-se a conceder acesso ao Estádio de los Cármenes, a casa dos outros clubes da cidade. Então, Marsá decidiu entrar em greve de fome, justificando-o do seguinte modo. “As pessoas podem não gostar do que estou a fazer, mas os métodos que usámos até aqui não surtiram o efeito pretendido. Não estou a magoar ninguém, mas somente a mim próprio. Tenho 59 anos, não 18”. Contudo, cancelou a sua iniciativa dois dias mais tarde, após uma oferta do Motril, um clube situado a 60 km de distância para que utilizasse o seu estádio nas partidas da Liga.


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