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Afinal, ainda falta muito! | ![]() |
Comecei por preparar um texto mais denso. Afinal tratava-se de uma
comunicação a apresentar no III Simpósio organizado pelo Ministério
da Cultura de Angola.
Depois de o ler algumas vezes, decidi aligeirá-lo, torná-lo mais didáctico; afinal a dança enquanto categoria de discussão académica é ainda muito pouco acessível entre nós. Não fiquei satisfeita com o resultado que achei demasiado simples, mas...
Ainda assim... fui confrontada com comentários e reacções incríveis, do género: "Esta senhora que fale de coisas que se entendam. Está para aí com conceitos e categorias ocidentais, ela que vá estudar as danças de Angola, que vá para o terreno do povo! Que faça algo pela dança em Angola!"
Fantástico!, pensei. Estou perante um tipo que representa a cultura angolana no estrangeiro; um diplomata! Depois, olhei bem para o mwadiê e verifiquei que era alguém que conhecia perfeitamente o meu percurso profissional. Mais, ele tem uma licenciatura num ramo das artes! Discurso para parecer politicamente bem, concluí, sem deixar de lhe dar o merecido troco em público.
Afinal, o texto ainda estava "difícil".
Querem ler? Clicar no link em baixo.
TEXTO: Dança Contemporânea: Formação - Criação - Investigação
Depois de o ler algumas vezes, decidi aligeirá-lo, torná-lo mais didáctico; afinal a dança enquanto categoria de discussão académica é ainda muito pouco acessível entre nós. Não fiquei satisfeita com o resultado que achei demasiado simples, mas...
Ainda assim... fui confrontada com comentários e reacções incríveis, do género: "Esta senhora que fale de coisas que se entendam. Está para aí com conceitos e categorias ocidentais, ela que vá estudar as danças de Angola, que vá para o terreno do povo! Que faça algo pela dança em Angola!"
Fantástico!, pensei. Estou perante um tipo que representa a cultura angolana no estrangeiro; um diplomata! Depois, olhei bem para o mwadiê e verifiquei que era alguém que conhecia perfeitamente o meu percurso profissional. Mais, ele tem uma licenciatura num ramo das artes! Discurso para parecer politicamente bem, concluí, sem deixar de lhe dar o merecido troco em público.
Afinal, o texto ainda estava "difícil".
Querem ler? Clicar no link em baixo.
TEXTO: Dança Contemporânea: Formação - Criação - Investigação
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IX | ![]() |
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queria que os meus olhos voltassem a ver a relva a... | ![]() |
queria que os meus olhos voltassem a ver a relva a
crescer
começo a ficar
cansado... voltarei a dormir...um dia
começo a ficar
cansado... voltarei a dormir...um dia
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Centenário do Nascimento de Miguel Torga | ![]() |
Miguel Torga, pseudónimo do médico Adolfo Rocha. 12 de Agosto de
1907 / 17 de Janeiro 1995 Serra da Estrela Alta, Imensa,
Enigmática, A sua presença física é logo uma obsessão Mas junta-se
à perturbante realidade, uma certeza mais viva: a de todas as
verdades locais emanarem dela. Há rios na Beira? Descem da Estrela
Há queijo na Beira? Faz-se na Estrela Há roupa na Beira? Tece-se na
Estrela
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O Triângulo | ![]() |

Três torcazes cruzavam a cumeada do
morro,
Num suave zê, que com os olhos percorro.
Três ilhas cintilam entre as batidas das
asas,
Do coração sai o verde, também saem
casas.
Pareciam tocar-se, pareciam sentir-se,
Pareciam beijar-se, pareciam sorrir-se.
Três enormes vulcões como pano de fundo,
Mas apenas um deles fura o tecto do
mundo.
Três álamos agitam-se ao entardecer,
com brilhos de prata p'ra do Sol
desdizer.
Três azorinas caíam da rocha insegura,
Três cagarros cantavam pela noite escura.
Três vezes neguei, o mar envolvente,
Pela nesga de terra estar bem presente.
Três vezes olhei, p'ró céu devagar,
Com medo ou receio de o não enxergar.
Viam-se nuvens passar em grupos de três,
Era Verão, isso lembro-me, não sei qual o
mês.
Ver cabeços no pico e brumas no faial,
O dragão do triângulo é a varanda ideal.
Nem tão pouco os gregos, pais da
geometria,
Fizeram triângulos com tanta mestria.
Félix Rodrigues
Foto de
Paulo RafaQual é a forma perdilecta da
terra?
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Diálogo | ![]() |

Que um corpo não é uma entidade abstracta, um receptáculo onde se podem colocar atributos, tais como alto, baixo, forte, magro; não é uma esfera a que se circunscreve o ser num determinado tempo, mas é uma energia, onde se inscrevem circulações, substâncias, forças, pigmentações, comportamentos resultantes de treinos, de técnicas e de linguagens a que está permanentemente sujeito. Esta é uma constatação essencial e uma alteração radical no modo de colocar o problema do corpo no final deste século.
In, "Por exemplo, a cadeira" de António Pinto Ribeiro (1997)
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"Não Olhe Assim" | ![]() |
Tire seus olhos dos meus
Eu não quero me apaixonar
Ficou em mim o adeus
Que deixou esse medo de amar
Eu já amei uma vez e senti
A força de uma paixão
A gente as vezes se entrega demais
Esquece de ouvir a razão
Não olhe assim, não
Você é linda demais
Tem tudo aquilo que um homem procura em uma mulher
Não olhe assim, não
Porque até sou capaz
De atender esse meu coração que só diz que te quer
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Chuva de estrelas... | ![]() |
Cometa Swift-Tuttle
http://www.oal.ul.pt/oobservatorio/vol12/n8/pagina4.html Astronomia
Chuva de estrelas pode ser vista hoje à noite O céu deverá
apresentar na noite de hoje para segunda-feira a queda de dezenas
de estrelas cadentes por hora, um fenómeno anual que ocorre quando
restos do cometa Swift-Tuttle entram na atmosfera terrestre A chuva
de meteoros das Perseidas - assim denominada
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Uma causa de todos | ![]() |
Recebemos este manifesto via mail, que
republicamos juntamente com a reprodução de um apelo de divulgação
dirigido a todos que o leiam, pelos meios que entenderem. Este é o
meio de que dispomos e o manifesto aqui fica. É uma causa de todos
nós, sem excepções.
«Movimento de Trabalhadores Portadores de Deficiência em Defesa dos Benefícios Fiscais
Manifesto
Aquando da discussão do Orçamento de Estado para 2007, o Governo lançou um violento ataque contra 39 000( número do Governo) "deficientes privilegiados" que vão deixar de poder excluir da tributação do IRS 50% do rendimento anual (com o limite de 13 744 euros), para passar a deduzir à colecta unicamente um montante equivalente a 3 salários mínimos qualquer que seja o rendimento. Ainda que essa não fosse a intenção inicial do Governo, que pretendia que a medida entrasse em vigor pleno já em 2007, acabou por ser criado um periodo de transição para 2007 (isenção de 20% do rendimento ) e 2008 ( 10% ) ( no nosso site encontrará os cálculos detalhados com as implicações sobre os diferentes escalões de rendimento).
Invocando o argumento de que a poupança assim realizada pelo Estado seria usada em benefício de outras 135 000 ( número do Governo) pessoas com deficiência carenciadas, o Governo conseguiu, muito habilmente, bloquear a reacção dos atingidos, que se sentiram responsabilizados pelas pensões sociais miseráveis que são atribuidas às pessoas com deficiência dependentes e às que não puderam aceder ao mercado de trabalho.
O Governo optou, assim, por redistribuir os já escassos recursos de apoio às pessoas com deficiência exclusivamente entre as próprias, em vez de fazer incidir sobre, por exemplo, os contribuintes mais ricos esse esforço de solidariedade. Moralmente, não estamos muito longe das antigas leprosarias em que os próprios leprosos tinham de cuidar uns dos outros.
Nenhum trabalhador está livre de ter um acidente ou de contrair uma doença incapacitante. Se mesmo nessas circunstâncias continuar a trabalhar, vai constatar que o seu novo modo de vida se tornou muito mais dispendioso. Para além dos tratamentos e apoios técnicos, com custos mais ou menos elevados consoante o tipo e grau de deficiência – muitos deles nem sequer comparticipados pelo Estado – passará a dispender muito dinheiro com os transportes, com o apoio domiciliário para o desempenho de tarefas quotidianas, e com muitos outros pequenos "nadas" que somados são uma fortuna.
Ou seja, um trabalhador portador de deficiência a desempenhar uma determinada função, para comprar com o seu salário uma qualidade de vida e um bem estar "equiparável" a um não deficiente tem de ganhar significativamente mais. Por isso consideramos justo que o benefício fiscal em sede de IRS esteja relacionado com o vencimento auferido pelos demais trabalhadores a desempenhar as mesmas funções.
A nossa esperança média de vida é mais baixa do que a esperança de vida dos não deficientes. Mas descontamos o mesmo para a Segurança Social e CGA, pagando um horizonte de vida que não temos. Curiosamente, o Governo não se lembrou deste aspecto quando recentemente agravou as condições de reforma justamente por causa da maior longevidade dos trabalhadores.
Ao iniciarmos este movimento em defesa dos benefícios fiscais que auferimos desde 1988 – e para o qual vamos pedir o apoio das associações de pessoas com deficiência e dos sindicatos – fazemo-lo com a certeza de estarmos a lutar por um direito e não por uma benesse.Pedimos às pessoas com deficiência que o Governo fez passar por privilegiados, para sairem do seu mutismo e se juntarem a nós.
Vamos utilizar a Internet como meio para nos organizar e comunicar . Estamos a iniciar um site onde colocaremos toda a informação ( provisóriamente o site está localizado em http://xbarreiros.no.sapo.pt/mtpd-bfiscais/)e temos um email mtpd.bfiscais@gmail.com que devem usar para nos contactar.»
Aquando da discussão do Orçamento de Estado para 2007, o Governo lançou um violento ataque contra 39 000( número do Governo) "deficientes privilegiados" que vão deixar de poder excluir da tributação do IRS 50% do rendimento anual (com o limite de 13 744 euros), para passar a deduzir à colecta unicamente um montante equivalente a 3 salários mínimos qualquer que seja o rendimento. Ainda que essa não fosse a intenção inicial do Governo, que pretendia que a medida entrasse em vigor pleno já em 2007, acabou por ser criado um periodo de transição para 2007 (isenção de 20% do rendimento ) e 2008 ( 10% ) ( no nosso site encontrará os cálculos detalhados com as implicações sobre os diferentes escalões de rendimento).
Invocando o argumento de que a poupança assim realizada pelo Estado seria usada em benefício de outras 135 000 ( número do Governo) pessoas com deficiência carenciadas, o Governo conseguiu, muito habilmente, bloquear a reacção dos atingidos, que se sentiram responsabilizados pelas pensões sociais miseráveis que são atribuidas às pessoas com deficiência dependentes e às que não puderam aceder ao mercado de trabalho.
O Governo optou, assim, por redistribuir os já escassos recursos de apoio às pessoas com deficiência exclusivamente entre as próprias, em vez de fazer incidir sobre, por exemplo, os contribuintes mais ricos esse esforço de solidariedade. Moralmente, não estamos muito longe das antigas leprosarias em que os próprios leprosos tinham de cuidar uns dos outros.
Nenhum trabalhador está livre de ter um acidente ou de contrair uma doença incapacitante. Se mesmo nessas circunstâncias continuar a trabalhar, vai constatar que o seu novo modo de vida se tornou muito mais dispendioso. Para além dos tratamentos e apoios técnicos, com custos mais ou menos elevados consoante o tipo e grau de deficiência – muitos deles nem sequer comparticipados pelo Estado – passará a dispender muito dinheiro com os transportes, com o apoio domiciliário para o desempenho de tarefas quotidianas, e com muitos outros pequenos "nadas" que somados são uma fortuna.
Ou seja, um trabalhador portador de deficiência a desempenhar uma determinada função, para comprar com o seu salário uma qualidade de vida e um bem estar "equiparável" a um não deficiente tem de ganhar significativamente mais. Por isso consideramos justo que o benefício fiscal em sede de IRS esteja relacionado com o vencimento auferido pelos demais trabalhadores a desempenhar as mesmas funções.
A nossa esperança média de vida é mais baixa do que a esperança de vida dos não deficientes. Mas descontamos o mesmo para a Segurança Social e CGA, pagando um horizonte de vida que não temos. Curiosamente, o Governo não se lembrou deste aspecto quando recentemente agravou as condições de reforma justamente por causa da maior longevidade dos trabalhadores.
Ao iniciarmos este movimento em defesa dos benefícios fiscais que auferimos desde 1988 – e para o qual vamos pedir o apoio das associações de pessoas com deficiência e dos sindicatos – fazemo-lo com a certeza de estarmos a lutar por um direito e não por uma benesse.Pedimos às pessoas com deficiência que o Governo fez passar por privilegiados, para sairem do seu mutismo e se juntarem a nós.
Vamos utilizar a Internet como meio para nos organizar e comunicar . Estamos a iniciar um site onde colocaremos toda a informação ( provisóriamente o site está localizado em http://xbarreiros.no.sapo.pt/mtpd-bfiscais/)e temos um email mtpd.bfiscais@gmail.com que devem usar para nos contactar.»
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Orelhas de Burro | ![]() |
Quente e "So nice". Como o verão. É a altura de fazermos uma pausa.
Voltamos quando a temperatura arrefecer um pouco e o ritmo da
actualidade aquecer. Até já.



